Introdução Alimentar – algumas dicas que podem te ajudar

Introdução Alimentar – algumas dicas que podem te ajudar

A introdução alimentar é um momento de grande transição, a criança passa a conhecer os alimentos, e saber como apresentá-los de forma correta é um grande passo para manter uma alimentação saudável desde pequeno.

Com os meninos, mantive o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, e a partir desse período iniciei a introdução de outros alimentos. As duas experiências foram totalmente diferentes, um relutava para alguns alimentos, o outro já aceitava com muita facilidade, por isso acho que independente da quantidade de filhos que tivermos, essa etapa será diferente para cada criança. Parar falar melhor sobre o assunto é sempre indicado pedir orientação a pediatras e nutricionistas.

Conversei com a nutricionista Laura Felix, e ela listou e respondeu as principais dúvidas!

1- Quando iniciar a introdução alimentar?

O leite materno é inquestionável a melhor e mais propícia fonte de nutrientes com elementos de defesas, consolidação emocional para o seu bebe durante o primeiro ano de vida. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) aconselha o aleitamento materno exclusivo até 6 meses de idade e complementado até 2 anos.

A partir dos 6 meses, inicie a introdução de alimentos novos, inclusive a água (tratada, filtrada ou fervida), mantendo a amamentação.  É importante lembrar também de introduzir um alimento por vez e aguardar 2 ou 3 dias para oferecer outro ou misturar (assim você poderá avaliar a aceitação e se houve alguma reação como por exemplo reações alérgicas, dores de barriga ou diarreia)

Com 8 meses, a criança poderá receber os alimentos preparados para a família.

Na época que iniciei a introdução do meu mais velho, lembro que tinha muito receio quanto ao sabor, e a pediatra frisou que mesmo sendo uma papa para o bebê, ela deve ser saborosa, afinal, ele só terá gosto para comer caso esteja gostoso. A nutricionista orientou o mesmo que a Dra. Sonia me falou, sem excesso de sal ou gordura, mas pode usar alho, cebola, ervas e um fio de óleo.


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2- Quais cuidados devemos ter ao preparar as papinhas?

Devemos ter atenção com a higiene ao preparar as papinhas para os bebês:

  • sempre lavar as mãos em água corrente e sabão, antes de iniciar o preparo do alimento;
  • como dito, a água oferecida ao bebê deve ser tratada, fervida ou filtrada;
  • os utensílios utilizados para servir o alimento dever ser lavados e enxaguá-los com água limpa;
  • todo alimento contido na papinha devem ser bem cozidos;
  • as frutas devem ser bem lavadas, mesmo aquelas que são descascadas, para evitar a contaminação;
  • isso também serve para legumes e verduras, mesmo que seja tirado as cascas, e que passe por processo de cozimento posteriormente;
  • sobras não devem ser oferecidas, e sim descartadas;
  • bebês que utilizam mamadeiras devem ter atenção redobrada, pois aumenta o risco de infeções e diarreias. Por isso devem ser higienizadas de forma correta.

3- Quais alimentos usar na comidinha do bebê?

Lembro-me que a fase das papinhas foi a fase de melhor alimentação aqui em casa. Procurava variar os alimentos, sempre fresquinhos, e acabava fazendo para a família inteiro.

Laura aconselha dar preferência aos alimentos da época, pois a sazonalidade é determinante para a qualidade e sabor.

As papas de fruta devem ser amassadas ou raspadas e ofertadas para os horários de lanche. Para fazer a papa salgada utilize legumes, tubérculos, verduras, leguminosas e carne, dê preferência à carne vermelha, mas com muito pouco sal) na hora do almoço. Quando notar que seu bebê já está comendo bem a papa do almoço, ofereça-a no jantar.

Exemplo de alguns alimentos que não deve faltar no prato do seu filho, deixando variado, saboroso, colorido e muito nutritivo:

  • Tubérculos: arroz, batata, mandioca, cará, inhame, milho, farinhas, batata doce;
  • Proteína: gema de ovo ou carne vermelha, frango, peixe, miúdos;
  • Leguminosas: feijão, lentilha, soja, grão de bico, ervilhas;
  • Verduras: chicória, alface, couve, espinafre, brócolis;
  • Legumes: cenoura, abobora, beterraba.

Deve-se evitar:

  • Alimentos industrializados e ultra processados, como biscoitos recheados, salgadinhos “de pacotes”, refrigerantes, sucos industrializados, bebidas doces em geral, balas, chocolate, sorvetes, macarrão “instantâneo”, enlatados e embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, presunto…);
  • Alimentos ricos em gordura, açúcar, conservantes e corantes, como frituras, café, chá mate, chá preto ou mel não devem ser oferecidos ao bebê. Além de comprometer o crescimento e desenvolvimento, aumentam o risco de alergias, carências de vitaminas e minerais, aumentado o risco de obesidade infantil.

A consistência da papinha

A partir do 6º mês a criança está pronta para receber alimentos sólidos, bem cozidos, sob forma de papa ou purê. Utilize garfo para amassar ou desfiar, deixando pedacinhos bem pequenos, não é necessário liquidifica-los ou tritura-los e pode servir com uma colher pequena.

4- Quantas papas devem ser oferecidas à crianças, além do leite materno?

Crianças que mamam no peito:

Iniciam com duas papas de frutas e uma refeição salgada, isso entre o sexto e o sétimo mês. Do oitavo ao décimo segundo mês, o cardápio passa a ser de duas papas salgadas e uma de fruta.

A partir do décimo segundo mês, a criança acaba entrando no ritmo da família, com duas refeições salgadas, três lanches intermediários de frutas, podendo complementar com cereais, pães ou biscoitos (sem recheio).

 Crianças que não mamam no peito:

A introdução deve ocorrer antes, a partir do quarto mês, começando com duas papas de fruta e uma refeição salgada. No sexto mês, são duas papas de frutas, duas papas salgadas, e um lanche contendo leite cereal ou biscoito (sem recheio). A criança continuará sendo alimentada com o leite, conforme orientação do pediatra.

Dica 1 – Como estimular o consumo de novos alimentos:

  • Incentive sabores;
  • Diversifique os alimentos;
  • Modifique consistência do alimento;
  • Seja criativa e invente diversas formas de preparo;
  • É pertinente que seu filho possa segurar pequenos pedaços de alimentos, como tirinhas de legumes ou frutas, motivando o desejo de levá-los à boca. (O adulto sempre atento por perto);
  • Nunca force o bebê a comer;
  • Fundamental que a criança tenha uma rotina das refeições (lanche, almoço e jantar) tenha uma hora prazerosa entre os pais e os filhos.

Dica 2-  Preparando as primeiras papinhas

Nas primeiras duas semanas a papa deve ser feita com um tipo de legume e um tipo de folha. Depois que a criança já tiver experimentado vários tipos de legumes e folhas, você pode misturar até três tipos de cada grupo.

Receita:

Ingredientes

  • 1 fatia pequena de abóbora
  •  1 folha de couve
  • ¼ de cebola picadinha
  •  um pouco de salsa bem picadinha
  • uma pitada de sal ou nada de sal (quanto menos sal você colocar na comida melhor e seu bebê se acostumará com a comida menos salgada)
  • Uma colher rasa das de café de óleo de azeite

Modo de fazer: Lave bem a abóbora e a couve. Coloque um pouco de água filtrada para ferver – o suficiente para cozinhar os ingredientes. Depois que a água entrar em ebulição, coloque a abóbora com casca, a couve, a cebola, o sal se desejar e o azeite. Deixe cozinhar até que a abóbora fique macia. Tire a casca e amasse com um garfo, juntamente com a cebola e a folha de couve. Acrescente a salsinha.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria. (www.sbp.com.br)

É possível a criança ter uma boa alimentação e ser feliz. Não é fácil, porém não é impossível. É necessário ter persistência, mas posso garantir que dá certo.

Utilize o e-mail laurafelix_nutri@hotmail.com para entrar em contato com a nutricionista Laura Felix.

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